Dica da Valda: Firme e forte – cimento e concreto compõem objetos de decoração

Materiais saem da obra e vão parar dentro de casa, em coisas e revestimentos cheios de bossa:

Considerado bruto e grosseiro, o cimento foi parar dentro de casa com uma roupagem fina e elegante. “Muito mais que o concreto, o cimento saiu das estruturas e hoje está compondo sofás, luminárias, revestimentos de piso e parede e até mesmo uma obra de arte. Tudo pode na decoração, desde que bem planejado e harmonioso”, afirma Roberto Leal Neto, da NR Arquitetura.
Então o concreto saiu da obra para virar design? “Não é fácil dar novas funções a elementos difundidos em outra percepção. Quando o cimento chega para objetos e mobiliário, acredito que a estética brutalista agrega – e muito – ao hábito de se projetar o branco, o bege e claro. Muitos clientes e profissionais não tendem arriscar em fazer uma parede toda no tom de cimento. Colocando uma luminária, um sofá, uma poltrona, conseguem agregar o design bruto ao contexto.
Particularmente gosto muito dessas misturas”, acrescenta.

Quente e frio – O cimento foi uma das tendências em decoração no ano passado, algo como a febre do branco há alguns anos. “As pessoas chegavam ao escritório querendo ao menos uma parede com o efeito concreto”, revela Roberto. Mas como não deixar o ambiente sem graça? “O resultado final precisa ser confortável, nem quente e nem frio. Imagine uma parede no cimentício com uma obra de arte coloridíssima ou uma tapeçaria de Genaro de Carvalho? O resultado seria um ambiente harmonioso e aconchegante”, indica o arquiteto.
Manutenção – Decidiu levar a moda pra dentro de casa? Então tome alguns cuidados, como seguir as recomendações do fabricante após a aplicação do produto. “Muitas vezes pode ser uma cera – recomendo as foscas e incolores -, passando por vernizes e até mesmo deixar in natura sem nenhuma proteção”.
Sob medida – Se a ideia é pontuar a decoração com objetos no material, dá para garimpar em lojas ou usar a criatividade e mandar fazer suas peças sob medida. Luminárias, castiçais e peças de louça são os mais comuns e vão bem em todos os tipos de ambientes.
Na Artefactos Bellas Artes (Estrada Cia/Aeroporto – 71 3301-5040) dá para garimpar objetos a partir de R$ 25, de anões de jardim retrô a Iemanjás de vários formatos. Se quiser encomentar uma peça, basta conversar com o proprietário, Nael Nascimento, um antigo dono de escola que virou um apaixonado pela arte que nasce do cimento.

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